Parece que o Zé descobriu o Youtube recentemente, mas na realidade são anos perdidos a ver coisas insignificante que, por um motivo ou outro, têm saltado dos confins da memória para o primeiro plano. E, num raro rasgo de vontade de fazer coisas, o Zé agiu. Levantou o rabo do topo da cristaleira, meteu-se na estrada e fez qualquer coisa pela vida.

Foi há uns anos que o Zé viu este vídeo do Borut Peterlin pela primeira vez. Na altura o primeiro pensamento foi "isto é parvo". Hoje essa continua a ser a opinião vigente, mas temperada com umas pitadas de "isto parece divertido" e duas colheres de chá de "que se lixe, deixa lá experimentar". Diz quem viu que o Zé parecia um puto numa loja de M&Ms. Folha após folha, não havia algodão que o saciasse, seringa que afogasse a voz que cantava na sua cabeça "só mais uma".

Não se preocupem, o Zé ouve muitas vozes, mas é um fofinho que é incapaz de fazer mal a uma mosca.

A abordagem foi similar à do Borut, mas mais simplificada. Aplicação de revelador localizado, espera, deixar escorrer e fixar. Repetir, repetir e repetir. Ao contrário do habitual, a repetição não nos traz melhoria mas diversidade. O acaso é um actor quase tão importante como o próprio Zé, mas não lhe digam nada porque ele tem um ego bem frágil e depois quem o atura sou eu.

Levem um pedaço de algodão, uma seringa, um cotonete ou outra forma qualquer para aplicar o revelador localmente e de forma tão controlada ou caótica quanto o vosso coração desejar, umas resmas de folha e umas horas para queimar no laboratório e saiam de lá com uma valente dor de pernas e uma mão cheia de coisas estranhas que só vocês é que vão apreciar. Mas pensando bem no problema derivado da questão, não é essa a vossa principal audiência?!

Peço desculpa pela tangente, esqueci-me do que queria dizer. Enfim, sejam simpáticos para o próximo e pelo amor de Cthulhu, usem phones quando ouvem música no comboio.







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