Existem imensos lugares neste nosso canto da Europa que merecem ser conhecidos. As Minas de São Domingos é um desses lugares. Até muito recentemente só o conhecia por imagens. Felizmente tive a oportunidade de corrigir essa situação.

Quando a minha viagem às Minas se tornou conhecida, absolutamente ninguém pediu a  minha opinião sobre o que levar durante uma ida ao Portugal profundo. Não podendo deixar de responder a uma questão colocada por ninguém, eis a lista de essenciais:
  • Máquina fotográfica
  • Objectivas
  • Película / Cartões de Memória
  • Pilhas / Baterias
  • Livro / Computador, cabos adicionais, leitor de cartões
  • Roupa
  • Botas
  • Impermeável
  • Água
  • Comida
  • Elásticos
  • Saco de Plástico
  • Fita Isoladora
  • Nimed, na eventualidade do teu dentista ter feito um "excelente" trabalho na última consulta e ter ido de férias imediatamente a seguir, deixando-te pendurado até ao ano seguinte, literalmente.
  • Benuron, na eventualidade de teres ido na conversa do médico de família e tomado a vacina da gripe, que te presenteou com febre, dores no corpo e ranho que chegue para encher uma piscina olímpica

Os últimos dois foram dois companheiros incansáveis e indispensáveis na tentativa de um funcionamento quasi-normal.  Dois amigos que foram além do esperado, garantindo que a visita às minas era possível.

Ter acesso às Minas é mais simples que apanhar o metro da linha Azul em hora de ponta, difícil é decifrar as crípticas perspectivas dos locais. Passo a explicar, mas antes disso vamos voltar uns anos no passado até 2015 e ao Parque Nacional Peneda-Gerês onde, cansados depois da caminhada de 10 quilómetros (o que era muito para mim na altura, hoje seria quase impossível) feita no dia anterior, entramos num café local para um refresco. Após uns dedos de conversa um local recomenda um trilho de caminhada "muito fácil e com vistas fantásticas", De facto as vistas eram de tirar a respiração. Curiosamente o trilho também. Umas horas e quase 14 quilómetros de subidas e descidas, Sol imponente e uma queda ribanceira abaixo, lá voltamos ao ponto de partida, onde fomos recebidos com um vigoroso "só agora?" do nosso amigo local.

Voltando ao presente, perguntámos a um local se as Minas eram acessíveis a pé, ao que este responde que o acesso a pé é muito difícil e que ele não o recomenda. Vão de carro - disse o local com um tom de voz preocupado. Considerando a nossa experiência anterior com a avaliação da dificuldade 

Inicialmente ficamos algo apreensivos com este aviso. Por um lado o nosso carro citadino não é a melhor opção para aventuras todo o terreno, por outro estávamos entusiasmados por retomar os passeios na Natureza. Após considerarmos tudo isto, e sendo pessoas responsáveis, decidimos ignorar estes avisos de genuína preocupação e seguir a pé até às famosas Minas. Eis senão quando, uns meros 30 minutos depois e sem uma gota de suor vertida, lá chegamos ao nosso destino. A moral da história é que nunca devem sair para caminhar sem levar água, comida e bons temas de conversa.


















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