Deixamos o Corvo, e depois de uma titânica viagem de para lá de 15 minutos, aterramos nas Flores. Para trás fica a confortável intimidade do Corvo e a simpatia dos Corvinos. À nossa frente temos paisagens naturais impressionantes e uma ilha virada para o turismo, mas ao que parece alguém se esqueceu de avisar os turistas.

O que não temos é o transfer para o Hotel que não estava virado para o trabalho naquele dia. Mas de há sitio onde isto possa acontecer sem problema de maior é nas Flores, principalmente se o alojamento é em Santa Cruz, que era o caso. Aliás, o pior das Flores foi mesmo o alojamento, que deixou tudo a desejar. Bom, tudo menos a fantástica vista frontal para o Atlântico. Era acordar, abrir a janela e ser presenciado com a maresia matinal.

As paisagens das Flores são incontornáveis. São um regalo de ver, mas tirando uma ou outra, não nos oferecem a satisfação de vista merecida. Da conquista pelo esforço do caminho. As lagoas são interessantes, mas, literalmente, estacionamos o carro à beira dos miradouros e está feito. O mesmo é válido para quase tudo, com a excepção das cascatas. Essas obrigam a algum trabalho, mas oferecem a devida recompensa ao nos apresentarem um ambiente único, que nos transporta para outro planeta.

Talvez esteja a ser injusto para as Flores. A sua beleza natural é realmente algo digno de relevo. Tivemos menos tempo do que o originalmente planeado nesta ilha, o que nos fez optar mais pelo carro e menos pelo trilho. Um retorno com mais folga, poderá produzir uma experiência completamente diferente.

No final do dia, a Ilha das Flores, é um destino acessível a todos, com óptima culinária, paisagens fantásticas, um Museu da Baleia bastante interessante, e uma alarmante falta de livrarias. Uma ilha virada para o turismo, mas com poucos turistas.

















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