O vento era suave, as árvores não sabiam se deviam estar nuas. O silêncio avassalador. O mundo observou incrédulo enquanto tentou fazer sentido do que estava a acontecer. Distante no início, até se aperceber, um por um, que também iriam viver essa realidade.
Nesse dia a cidade parou.
Hoje, privados da normalidade desses dias, procuramos uma nova. Deixamos-nos cercar de platitudes, ora por medo ora por conforto. Isso protege-nos da incerteza do que é e do que será. Estamos todos no mesmo barco, mais ainda que no século XVI, quanto tal era literal.
A cidade continua parada.
O Photobook Clube de Lisboa promove o projecto colaborativo “Quanto tempo tenho que esperar para que a realidade se torne extraordinária?” que veio dar nova vida a um desejo antigo.
O resultado é o livro “um dia a cidade parou“. O terceiro fascículo da série “isto não é bem uma Zine” que dá continuidade à fotografia de viagem, desta feita numa geografia descontextualizada, que se propõem a reflectir sobre a nossa situação actual, mudança temporária (?) dos nossos hábitos sociais, isolamento e relações.
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Fotografado em película Ilford HP5+ 400 35mm.
Revelação feita com Pyrocat HD 1+1+100 durante 18 minutos com inversões a cada 4 minutos, e com temperaturas entre os 20c e os 21c.
Digitalização feita com um Canon 9900 MKII.
Edição das imagens em digital.
PDF de download gratuito.
Tamanho 27.6MB
Fotografia Rui Pedro Esteves
Texto Rui Pedro Esteves
Edição Barba ao Vento
Data Edição 2020